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São José dos Campos,17/04/2024

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    Suélen Corrêa

    Você mente para si mesmo?

    Fonte: EmpreendaVale - Gerado por IA
    Você mente para si mesmo?

    Existe uma premissa na Psicologia, especificamente na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental, que diz que não são os acontecimentos em si que nos causam sofrimento, e sim a maneira como interpretamos os fatos. Essa premissa é conhecida como "Teoria Cognitiva da Psicologia" e é um dos princípios fundamentais da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). De acordo com essa abordagem, são as nossas crenças, pensamentos e interpretações sobre os eventos que determinam nossas emoções e comportamentos, e não os eventos em si. Esse é um aspecto interessante da natureza humana, onde muitas vezes recorremos a distorções cognitivas para nos proteger da dor emocional que certas verdades podem trazer. Essas histórias que contamos a nós mesmos podem funcionar como uma espécie de "mecanismo de defesa", nos permitindo lidar com situações difíceis de uma maneira mais suportável. No entanto, é importante lembrar que, a longo prazo, essas distorções cognitivas podem nos impedir de lidar eficazmente com a realidade e de fazer escolhas saudáveis. Ao confrontar a verdade e encarar as situações de frente, mesmo que causem desconforto e dor no início, estamos dando a nós mesmos a oportunidade de crescer, aprender e nos fortalecer. É um desafio constante reconhecer quando estamos nos enganando e quando estamos evitando enfrentar a realidade. A autoconsciência e a disposição para questionar nossas interpretações são passos importantes para romper com esses padrões de pensamento distorcidos e buscar uma compreensão mais autêntica e genuína da realidade. É através desse processo que podemos nos libertar das amarras das histórias inventadas e encontrar uma maior liberdade emocional e mental. Trago esse conteúdo para provocar uma reflexão sobre como estamos agindo diante dos desafios e situações da vida. Muitas vezes, tendemos a culpar os eventos externos, as circunstâncias ou outras pessoas pelos nossos sentimentos negativos ou pelas nossas reações impulsivas. No entanto, a abordagem da TCC nos convida a olhar para dentro de nós mesmos e questionar nossas interpretações e crenças automáticas. Ao reconhecer que somos responsáveis pela forma como interpretamos os eventos e que podemos escolher adotar uma perspectiva mais equilibrada e realista, abrimos espaço para uma maior autonomia emocional e comportamental. Isso nos permite desenvolver habilidades de autorregulação emocional, lidar de forma mais eficaz com o estresse e a adversidade, e promover uma maior qualidade de vida. Como podemos reinterpretar os eventos que nos causam sofrimento? Será que nossas interpretações são baseadas em fatos ou em distorções cognitivas? Como podemos adotar uma perspectiva mais compassiva e construtiva diante das dificuldades? Essas reflexões podem nos ajudar a promover mudanças positivas em nossa vida e a cultivar uma mentalidade mais saudável e resiliente. Essa ideia é central na TCC, pois sugere que podemos mudar nossas emoções e comportamentos ao identificar e desafiar pensamentos distorcidos e crenças negativas. Ao questionar e reformular essas interpretações, podemos alterar a forma como nos sentimos em relação a determinadas situações e, consequentemente, agir de maneira mais saudável e adaptativa.



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